Compre, compre, compre...carros
Em qualquer turbulência econômica que esboce uma crise à vista, o governo corre para socorrer os bancos e a indústria automobilística à frente de qualquer outro setor da sociedade.
Se você for dono de uma escola, cinema ou de um mercado de bairro, é melhor que tenha suas reservas pessoais, pois não receberá ajuda para se levantar e salvar o seu empreendimento.
Dos bancos, é bem óbvio o comprometimento que políticos tem, basta pensar nas suas vultuosas campanhas eleitorais etc. Posso incluir um terceiro setor, o das grandes empreiteiras e sua assanha por obras públicas (Copa e Olímpiada à vista e tem muita obra "boa" para se pensar, não é mesmo ?).
Mas e a indústria automobilística ? A desculpa na ponta da lingua de todo governante, é a questão social que se desequilibraria. Se param de fabricar, quantos empregos diretos e indiretos podem ser comprometidos ?
Quantas centenas de milhares de famílias entrariam em apuros se não se fabricassem mais automóveis ?
Isso sem contar o setor de autopeças, a colossal indústria petrolífera, os gigantes dos pneumáticos etc etc.
Será que uma redução dessa loucura de produção em massa, realmente causaria esse desequilíbrio social sempre usado como desculpa ?
E a contrapartida dessa produção absurda ? Segundo dados que li na mídia recentemente (Fonte : O Estado de São Paulo), a expectativa da indústria é vender 3,7 milhões de carros até o final de 2011.
Ora, é sabido que o trânsito está completamente caótico nas grandes e médias cidades. Os índices de poluição cada vez piores, o aumento de violência em torno dos roubos aos automóveis são alarmantes, acidentes perpetrados pelos bêbados irresponsáveis cada vez mais acentuados etc etc.
Os preços deveriam ser muito menores, proporcionais ao incentivo consumista, mas pelo contrário, são extorsivos, a começar pela absurda carga tributária.
Para manter um carro, é preciso preparar o bolso para pagar em dia as taxas. Para se manter a documentação em dia, é preciso ter uma carteira recheada.
Fora o verdadeiro gargalo de restrições : Para estacionar é preciso pagar uma fortuna, pois as prefeituras transformaram as ruas em seu estacionamento particular, com zona azul e outros dispositivos. A cada esquina, um agente de trânsito trabalha o dia inteiro com um grosso talão de multas, que preenche com uma volúpia sem igual. E como a ação policial deixa a desejar na questão dos assaltos, não dá para ficar sem o caríssimo seguro, não é ?
O país vai se consolidando como potência petrolífera, mas nem se cogita um repasse à população, pois o preço dos combustíveis é dos mais caros do planeta, como se não houvesse uma só gota de petróleo saída de nosso território.
E mais um dado visível e triste nessa equação viciada : Investimentos em transporte público feitos a passos de tartaruga, desestimulam as pessoas a deixar de usarem seus carros particulares, não é ? A pessoa entra num ônibus ou vagão de metrô ultralotado, chega morta no seu local de trabalho e realmente raciocina que é melhor ficar presa no trânsito infernal, mas sentada no seu carrinho com ar condicionado e ouvindo musiquinha, a ficar espremida como uma sardinha e parada no mesmo trânsito engarrafado...
Resumo da ópera : Está do jeito que eles querem ! Compre um carro, compre um carro e compre um carro...
Texto de Luiz Domingues.
Blog com grandes especialistas escolhidos a dedo , para escrever artigos e matérias sobre os mais variados assuntos. Tudo isso feito de uma forma diferente, polêmica e inovadora. Comunidade oficial no Orkut. Debates Interessantes. http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=34302522
terça-feira, 22 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sete Bilhões de Bocas Famintas.
Sete bilhões de bocas famintas,
Por Luiz Domingues.
Recentemente a mídia alardeou o nascimento de um bebê que foi arrolado como o ser humano de número sete bilhões, no planeta.
É fato concreto que a aceleração no processo demográfico, iniciou-se principalmente a partir do incremento da revolução industrial, em meados do século XVIII.
O economista britânico Thomas Malthus, desenvolveu sua famosa teoria nessa época, dando conta do crescimento geométrico da população, não acompanhar o crescimento aritmético dos recursos materiais para supri-la , em termos de comida e água potável.
Isso é o básico, claro, mas numa análise mais realista e adaptada ao século XXI, sabemos que só a comida e a bebida não suprem as necessidades de sete bilhões de pessoas.
A questão do equilíbrio econômico é muito preocupante, haja vista as convulsões sociais que temos observado (aqui mesmo no Planet Polêmica, já foi abordado o fenômeno do "ocupe Wall Street").
A insatisfação pelo colapso do capitalismo está chegando no seu limite máximo de tolerância, mas a perspectiva em torno de sua eventual derrocada, é sombria, pois não se trata de derrotar Wall Street como se derrubou o comunismo simbólicamente através do muro de Berlim em 1989. Não é tão simples assim.
A grande questão é : Como alimentar e hidratar sete bilhões de pessoas ? Como cuidar para que hajam meios de subsistência, empregos, sustentabilidade para esse contingente absurdo ?
Isso sem contar no bojo de necessidades a serem supridas. Além da comida e da água potável, existem as questões da moradia digna, saneamento básico, serviços públicos eficientes, diminuição dos indices poluentes, reciclagem, coibição de desperdício, saúde pública, erradicação de doenças e epidemias, lazer para não enlouquecer essa gente toda, esportes para gastarem sadiamente a energia e claro, educação, arte & cultura asseguradas...
Como garantir isso para sete bilhões de pessoas, se nunca na história da humanidade isso foi possível de ser provido e com um contingente humano muito menor (em 1959, haviam três bilhões de seres humanos respirando neste planeta...) ?
Em tempos de tantas tomadas de consciência em torno da ecologia, reciclagem e processos de sustentabilidade (sem contar na luta contra a poluição), será que ninguém coloca na pauta do dia a questão do controle da fertilidade ?
Ou seria algo políticamente incorreto de se ventilar ?
Por Luiz Domingues.
Recentemente a mídia alardeou o nascimento de um bebê que foi arrolado como o ser humano de número sete bilhões, no planeta.
É fato concreto que a aceleração no processo demográfico, iniciou-se principalmente a partir do incremento da revolução industrial, em meados do século XVIII.
O economista britânico Thomas Malthus, desenvolveu sua famosa teoria nessa época, dando conta do crescimento geométrico da população, não acompanhar o crescimento aritmético dos recursos materiais para supri-la , em termos de comida e água potável.
Isso é o básico, claro, mas numa análise mais realista e adaptada ao século XXI, sabemos que só a comida e a bebida não suprem as necessidades de sete bilhões de pessoas.
A questão do equilíbrio econômico é muito preocupante, haja vista as convulsões sociais que temos observado (aqui mesmo no Planet Polêmica, já foi abordado o fenômeno do "ocupe Wall Street").
A insatisfação pelo colapso do capitalismo está chegando no seu limite máximo de tolerância, mas a perspectiva em torno de sua eventual derrocada, é sombria, pois não se trata de derrotar Wall Street como se derrubou o comunismo simbólicamente através do muro de Berlim em 1989. Não é tão simples assim.
A grande questão é : Como alimentar e hidratar sete bilhões de pessoas ? Como cuidar para que hajam meios de subsistência, empregos, sustentabilidade para esse contingente absurdo ?
Isso sem contar no bojo de necessidades a serem supridas. Além da comida e da água potável, existem as questões da moradia digna, saneamento básico, serviços públicos eficientes, diminuição dos indices poluentes, reciclagem, coibição de desperdício, saúde pública, erradicação de doenças e epidemias, lazer para não enlouquecer essa gente toda, esportes para gastarem sadiamente a energia e claro, educação, arte & cultura asseguradas...
Como garantir isso para sete bilhões de pessoas, se nunca na história da humanidade isso foi possível de ser provido e com um contingente humano muito menor (em 1959, haviam três bilhões de seres humanos respirando neste planeta...) ?
Em tempos de tantas tomadas de consciência em torno da ecologia, reciclagem e processos de sustentabilidade (sem contar na luta contra a poluição), será que ninguém coloca na pauta do dia a questão do controle da fertilidade ?
Ou seria algo políticamente incorreto de se ventilar ?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A ocupação dos Insatisfeitos.
A ocupação dos insatisfeitos.
Que as redes sociais da internet ganharam um papel mobilizador sem precedentes na história, não resta nenhuma dúvida.
Tal como uma epidemia incontrolável, insuflaram-se diversas nações árabes recentemente, promovendo a derrocada de alguns tiranos, trazendo ventos de liberdade inimagináveis para povos oprimidos por regimes ditatoriais fechados e invariavelmente amparados por fundamentalismo religioso.
Mas não parou por aí essa avalanche de manifestações. Questão mais recente é o fenômeno do "Occupy Wall Street".
Insatisfeitos pela demora em ver soluções para o fim da crise econômica, milhares de pessoas marcharam sobre o famoso quadrilátero novaiorquino, templo da especulação e onde a palavra "Greed" (Ganância) é pronunciada como uma verdade absoluta (Não é à toa que o personagem Gordon Gekko, interpretado por Michael Douglas usava esse bordão como um verdadeiro mantra : "Greed is Good", ganância é boa... no filme "Wall Street" de Oliver Stone).
E como epidemia, espalhou-se por diversas capitais mundiais, numa demostração clara de que na mesma medida em que o comunismo foi descartado pelo apêlo popular, agora é o capitalismo que esgota-se nos seus anseios, igualmente.
Recentemente li uma entrevista de um sociólogo no jornal Folha de São Paulo, alertando para uma bolha que está inflando-se rápidamente na China. É a bolha do consumismo desenfreado e motivado pela ascensão econômica daquele milenar país asiático. A preocupação é que estoure, pois segundo palavras dele, não há equilíbrio financeiro que segure as expectativas de mais de um bilhão de pessoas que querem viver como americanos e europeus, mas tem recursos naturais, muito menores, gerando um colapso que nem o dinheiro consertaria.
Como diria Leo Huberman em seu clássico : "História da riqueza do homem", a culpa é da cupidez de lucros...
Ironias à parte, é preciso ficarmos atentos aos próximos acontecimentos, pois da mesma forma que várias nações árabes se insuflaram e derrubaram ditadores até pouco tempo atrás considerados invencíveis, o movimento "Occupy Wall Street" parece ser bem mais sério, ao contrário do que certos orgãos de imprensa tentam nos fazer crer, acusando-lhe de ser meramente uma manifestação isolada de baderneiros.
A insatisfação com o sistema está no limite do tolerável e a ideia de que a "ganância é boa", parece estar ficando fora do esquadro do século XXI, tal como tantas outras ideias que ficaram para trás, registradas nos livros de história.
Texto de Luiz Domingues.
Que as redes sociais da internet ganharam um papel mobilizador sem precedentes na história, não resta nenhuma dúvida.
Tal como uma epidemia incontrolável, insuflaram-se diversas nações árabes recentemente, promovendo a derrocada de alguns tiranos, trazendo ventos de liberdade inimagináveis para povos oprimidos por regimes ditatoriais fechados e invariavelmente amparados por fundamentalismo religioso.
Mas não parou por aí essa avalanche de manifestações. Questão mais recente é o fenômeno do "Occupy Wall Street".
Insatisfeitos pela demora em ver soluções para o fim da crise econômica, milhares de pessoas marcharam sobre o famoso quadrilátero novaiorquino, templo da especulação e onde a palavra "Greed" (Ganância) é pronunciada como uma verdade absoluta (Não é à toa que o personagem Gordon Gekko, interpretado por Michael Douglas usava esse bordão como um verdadeiro mantra : "Greed is Good", ganância é boa... no filme "Wall Street" de Oliver Stone).
E como epidemia, espalhou-se por diversas capitais mundiais, numa demostração clara de que na mesma medida em que o comunismo foi descartado pelo apêlo popular, agora é o capitalismo que esgota-se nos seus anseios, igualmente.
Recentemente li uma entrevista de um sociólogo no jornal Folha de São Paulo, alertando para uma bolha que está inflando-se rápidamente na China. É a bolha do consumismo desenfreado e motivado pela ascensão econômica daquele milenar país asiático. A preocupação é que estoure, pois segundo palavras dele, não há equilíbrio financeiro que segure as expectativas de mais de um bilhão de pessoas que querem viver como americanos e europeus, mas tem recursos naturais, muito menores, gerando um colapso que nem o dinheiro consertaria.
Como diria Leo Huberman em seu clássico : "História da riqueza do homem", a culpa é da cupidez de lucros...
Ironias à parte, é preciso ficarmos atentos aos próximos acontecimentos, pois da mesma forma que várias nações árabes se insuflaram e derrubaram ditadores até pouco tempo atrás considerados invencíveis, o movimento "Occupy Wall Street" parece ser bem mais sério, ao contrário do que certos orgãos de imprensa tentam nos fazer crer, acusando-lhe de ser meramente uma manifestação isolada de baderneiros.
A insatisfação com o sistema está no limite do tolerável e a ideia de que a "ganância é boa", parece estar ficando fora do esquadro do século XXI, tal como tantas outras ideias que ficaram para trás, registradas nos livros de história.
Texto de Luiz Domingues.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Espaço Limitado.
O Brasil poderia ter um programa espacial mais avançado, mas por incrível que pareça não o tem, por outra razão bem diferente do que nossas deduções óbvias nos levassem a crer.
Não é pelo fator financeiro, nem pela capacitação, instalações ou entraves burocráticos (pasmem !!).
A verdadeira barreira é a questão política...
Em recentes documentos revelados, ficou claro que uma forte pressão dos norte-americanos, com direito a um embargo tecnológico, tem evitado o crescimento do Brasil nesse setor desde o início dos anos noventa, preservando assim os interesses yankees.
Numa reportagem do Jornal Folha de São Paulo, vários desses documentos foram mostrados e ficou bem clara essa pressão de nossos amigos do continente norte-americano.
Numa farta profusão de telegramas (a Folha revelou 101, no seu site), mostra-se que esse embargo ocorreu desde 1987, tendo durado seguramente até 2009.
Sob a alegação de coibir a venda de materiais que pudessem ser usados na fabricação de mísseis, os Estados Unidos usaram de todo tipo de pressão para coibir o desenvolvimento brasileiro, assim como de vários outros países.
Não foi à toa, portanto, que o envio do primeiro astronauta brasileiro ao espaço tenha ocorrido só recentemente e como consequência, ter obtido resultados pífios na praticidade da ciência, chegando a ser motivo de chacota em alguns setores, que ironizaram o fato do astronauta ter feito experiências de 5ª série, com feijõezinhos no espaço...
Texto de Luiz Domingues.
Não é pelo fator financeiro, nem pela capacitação, instalações ou entraves burocráticos (pasmem !!).
A verdadeira barreira é a questão política...
Em recentes documentos revelados, ficou claro que uma forte pressão dos norte-americanos, com direito a um embargo tecnológico, tem evitado o crescimento do Brasil nesse setor desde o início dos anos noventa, preservando assim os interesses yankees.
Numa reportagem do Jornal Folha de São Paulo, vários desses documentos foram mostrados e ficou bem clara essa pressão de nossos amigos do continente norte-americano.
Numa farta profusão de telegramas (a Folha revelou 101, no seu site), mostra-se que esse embargo ocorreu desde 1987, tendo durado seguramente até 2009.
Sob a alegação de coibir a venda de materiais que pudessem ser usados na fabricação de mísseis, os Estados Unidos usaram de todo tipo de pressão para coibir o desenvolvimento brasileiro, assim como de vários outros países.
Não foi à toa, portanto, que o envio do primeiro astronauta brasileiro ao espaço tenha ocorrido só recentemente e como consequência, ter obtido resultados pífios na praticidade da ciência, chegando a ser motivo de chacota em alguns setores, que ironizaram o fato do astronauta ter feito experiências de 5ª série, com feijõezinhos no espaço...
Texto de Luiz Domingues.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Atire a Primeira Pedra.
Atire a primeira pedra
Numa guerra, não há mocinhos, nem bandidos como os filmes de Hollywood tanto disseminaram , por décadas.
Recentemente foi descortinada uma página triste da história americana, onde atrocidades cometidas por cientistas yankees, os igualaram às praticas nazistas em campos de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial.
Documentos revelaram que entre 1946 e 1948, experimentos científicos patrocinados por uma agência de saúde subordinada ao Departamento de Saúde Norte-americano, infectou cerca de 1300 cidadãos guatamaltecos com doenças venéreas, para supostamente testar os efeitos da recém-lançada penicilina no combate às doenças sexualmente transmissíveis.
Entre outras praticas dignas de um Dr. Mengele, inocularam sífilis no globo ocular de prostitutas, estimulando-as a copular posteriormente com soldados do exército daquele país latino-americano, além de homens com deficiências físicas e mentais.
Orfãos também foram usados nos experimentos, onde o cientista responsável, um senhor chamado, Dr. John Charles Cutler, mantinha um laboratório nos moldes do usado pelo sinistro Dr. Moreau na ficção científica "A Ilha do Dr. Moreau" (Livro de H.G. Wells), que gerou três bons filmes, por sinal.
E o Dr. Cutler que antes desses documentos virem à baila, por décadas foi considerado um benfeitor da humanidade por suas descobertas no campo das DST, agora sabemos às custas de pessoas pobres de um país centro-americano, certamente tratadas como cidadãos de terceira classe.
E indo mais fundo, descobriram que antes, em 1943, já fizera vários experimentos em presidiários e adivinhem, pessoas negras e pobres de uma penitenciária da Indiana.
Mas Mengele e Cutler não estão sozinhos na disputa pela "medalha de ouro Dr. Moreau".
Cientistas coreanos nos anos 1930, obrigaram cobaias humanas a ingerirem repolhos envenenados e através de um vidro, monitoravam "científicamente', os vinte minutos em média que esses infelizes demoravam para morrer após violentas convulsões.
Um microbiologista japonês chamado Shiro Ishii, montou durante o período da Segunda Guerra Mundial , um laboratório ainda mais cruel que o do Dr. Cutler, num rincão asiático dominado pelo exército imperial nipônico.
Grigori Mairanovski, um cientista soviético, costumava fazer experimentos com cobaias humanas nos gulags, envenenando-os com gás C-2. Durava cerca de 15 minutos a agonia dessas pessoas, observada com afinco pelo nobre pesquisador. E o objetivo desse experimento era descobrir um meio do gás não deixar vestígios para legistas e assim contribuir com a eficácia do sigilo da espionagem na Guerra Fria.
E o que dizer dos experimentos da bomba atômica ? Pergunte aos pobres moradores do Atol de Bikini ou das Ilhas Marshall, com seus casos de abortos, nascimentos prematuros, câncer tireoidiano etc.
Entre 1971 e 1989, um cientista sul-africano torturou milhares de pessoas, alegando ter encontrado a "cura" para o homossexualismo masculino e feminino. Entre seus métodos, eletrochoques e castração química.
E o projeto MK-Ultra ? Muito antes dos Hippies dos anos sessenta elegerem o LSD como seu combustível sob as bençãos de Timothy Leary, a CIA fazia experimentos desde o final dos anos 1940, mas com outros propósitos menos lúdicos. O objetivo era controlar a mente de super espiões, violando as normas do código de Nuremberg (Quando se proibiu experimentos desse nível para efeitos militares ou de inteligência secreta ). E para testar tais métodos, doses cavalares de LSD eram injetadas nas cobaias e muita gente morreu de forma trágica. Recomendo assistir o excelente filme "The Manchurian Candidate", onde esse tema é tratado, com Frank Sinatra atuando como protagonista e muito bem por sinal.
Encerrando : Em nome da "ciência", não são apenas os pobres animais que já sofreram. E nenhuma nação está livre desse ônus, onde não existem mocinhos, só bandidos
Texto de Luiz Domingues.
Numa guerra, não há mocinhos, nem bandidos como os filmes de Hollywood tanto disseminaram , por décadas.
Recentemente foi descortinada uma página triste da história americana, onde atrocidades cometidas por cientistas yankees, os igualaram às praticas nazistas em campos de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial.
Documentos revelaram que entre 1946 e 1948, experimentos científicos patrocinados por uma agência de saúde subordinada ao Departamento de Saúde Norte-americano, infectou cerca de 1300 cidadãos guatamaltecos com doenças venéreas, para supostamente testar os efeitos da recém-lançada penicilina no combate às doenças sexualmente transmissíveis.
Entre outras praticas dignas de um Dr. Mengele, inocularam sífilis no globo ocular de prostitutas, estimulando-as a copular posteriormente com soldados do exército daquele país latino-americano, além de homens com deficiências físicas e mentais.
Orfãos também foram usados nos experimentos, onde o cientista responsável, um senhor chamado, Dr. John Charles Cutler, mantinha um laboratório nos moldes do usado pelo sinistro Dr. Moreau na ficção científica "A Ilha do Dr. Moreau" (Livro de H.G. Wells), que gerou três bons filmes, por sinal.
E o Dr. Cutler que antes desses documentos virem à baila, por décadas foi considerado um benfeitor da humanidade por suas descobertas no campo das DST, agora sabemos às custas de pessoas pobres de um país centro-americano, certamente tratadas como cidadãos de terceira classe.
E indo mais fundo, descobriram que antes, em 1943, já fizera vários experimentos em presidiários e adivinhem, pessoas negras e pobres de uma penitenciária da Indiana.
Mas Mengele e Cutler não estão sozinhos na disputa pela "medalha de ouro Dr. Moreau".
Cientistas coreanos nos anos 1930, obrigaram cobaias humanas a ingerirem repolhos envenenados e através de um vidro, monitoravam "científicamente', os vinte minutos em média que esses infelizes demoravam para morrer após violentas convulsões.
Um microbiologista japonês chamado Shiro Ishii, montou durante o período da Segunda Guerra Mundial , um laboratório ainda mais cruel que o do Dr. Cutler, num rincão asiático dominado pelo exército imperial nipônico.
Grigori Mairanovski, um cientista soviético, costumava fazer experimentos com cobaias humanas nos gulags, envenenando-os com gás C-2. Durava cerca de 15 minutos a agonia dessas pessoas, observada com afinco pelo nobre pesquisador. E o objetivo desse experimento era descobrir um meio do gás não deixar vestígios para legistas e assim contribuir com a eficácia do sigilo da espionagem na Guerra Fria.
E o que dizer dos experimentos da bomba atômica ? Pergunte aos pobres moradores do Atol de Bikini ou das Ilhas Marshall, com seus casos de abortos, nascimentos prematuros, câncer tireoidiano etc.
Entre 1971 e 1989, um cientista sul-africano torturou milhares de pessoas, alegando ter encontrado a "cura" para o homossexualismo masculino e feminino. Entre seus métodos, eletrochoques e castração química.
E o projeto MK-Ultra ? Muito antes dos Hippies dos anos sessenta elegerem o LSD como seu combustível sob as bençãos de Timothy Leary, a CIA fazia experimentos desde o final dos anos 1940, mas com outros propósitos menos lúdicos. O objetivo era controlar a mente de super espiões, violando as normas do código de Nuremberg (Quando se proibiu experimentos desse nível para efeitos militares ou de inteligência secreta ). E para testar tais métodos, doses cavalares de LSD eram injetadas nas cobaias e muita gente morreu de forma trágica. Recomendo assistir o excelente filme "The Manchurian Candidate", onde esse tema é tratado, com Frank Sinatra atuando como protagonista e muito bem por sinal.
Encerrando : Em nome da "ciência", não são apenas os pobres animais que já sofreram. E nenhuma nação está livre desse ônus, onde não existem mocinhos, só bandidos
Texto de Luiz Domingues.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Think Tanks : Usina de Ideias.
Think Tanks : Usina de ideias
Por trás da organização de um governo bem sucedido de país de primeiro mundo, existe algo além dos escalões governamentais.
Think tanks é uma expressão em inglês que numa tradução livre, pode ser entendida como : Usina de ideias.
Tratam-se na verdade, de organizações não governamentais formadas por técnicos, especialistas em gestão e intelectuais, que se propõe a alimentar o governo com...ideias.
Nos Estados Unidos, Japão, e entre as potências européias, a atuação dos think Tanks é fundamental como ajuda extra-oficial aos seus respectivos governos, alimentando-os de ideias, soluções, logística etc.
Tanto é assim, que não se concebe um país ingressar no seleto grupo do 1° mundo, sem ter o apoio maciço dos think tanks, geralmente formados dentro das suas maiores universidades e pela sua nata de cérebros privilegiados.
E no Brasil, hein ?
Agora que o país se arvora de emergente,querendo arbitrar contendas internacionais, sediando competições esportivas de mega-porte e candidatando-se a uma cadeira permanente no conselho de segurança da ONU, qual é a situação dos Think tanks locais ?
Infelizmente, o Brasil deixa muito a desejar nesse quesito, com poucas instituições aproveitadas e o pior, é que os nossos governantes tapuias parecem não lhes dar muito ouvido, seja por ignorância ou puro despeito.
De concreto, sabemos haver a atuação do Think Tank da PUC de São Paulo, Instituto Teotônio Vilela (Ligado ao PSDB), Fundação Perseu Abramo (Ligada ao PT), Fundação Liberdade e Cidadania (Ligada ao Dem), Fundação Lauro Campos (Ligada ao PSL) , Cebds (Conselho empresarial brasileiro para o desenvolvimento sustentável), Ceiri (Centro de estratégia, inteligência e relações internacionais), IPG (Instituto de política global), Ibre (Instituto brasileiro de economia), Institututo Liberdade, Vide (Vigilância democrática), Instituto com. unidade wiki , Idesam (Instituto desenvolvimento sustentável do Amazonas), além dos renomados grupos da USP, Unicamp, UFRJ, PUC do Rio Grande do Sul e Fundação Getúlio Vargas, além é claro, da ESG (Escola Superior de Guerra), ligada às Forças Armadas e que alimenta o Ministério da defesa, com inteligência militar.
Não é por falta de cérebros e organizações sérias que a atuação dos Think tanks no Brasil é sub-aproveitada. O que falta na verdade, é sensibilidade das autoridades que gerenciam o país, para absorver esse apoio intelectual e fundamental para o desenvolvimento do país.
O Brasil está de fato arrancando econômicamente para um patamar de destaque no panorama global, mas ainda é governado toscamente, com gerenciamento de terceiro mundo, infelizmente.
Mais parecendo um rico novo e boçal, o Brasil precisa entender que só acumular riquezas não é suficiente para se tornar de fato , país de primeiro mundo.
Um choque de investimentos na educação se faz mister e o aproveitamento dos melhores cérebros para achar soluções é o caminho que precisa ser percorrido.
Basta deixar de lado a vaidade política e assumir não ser o "pai disso ou mãe daquilo" e deixar os Think Tanks trabalharem usando a sua especialidade : A massa encefálica privilegiada em prol do país e veremos enfim a prosperidade material construindo um Brasil de primeiro mundo, como sonhamos e merecemos ter.
Texto do blogueiro Luiz Antônio Domingues.
Por trás da organização de um governo bem sucedido de país de primeiro mundo, existe algo além dos escalões governamentais.
Think tanks é uma expressão em inglês que numa tradução livre, pode ser entendida como : Usina de ideias.
Tratam-se na verdade, de organizações não governamentais formadas por técnicos, especialistas em gestão e intelectuais, que se propõe a alimentar o governo com...ideias.
Nos Estados Unidos, Japão, e entre as potências européias, a atuação dos think Tanks é fundamental como ajuda extra-oficial aos seus respectivos governos, alimentando-os de ideias, soluções, logística etc.
Tanto é assim, que não se concebe um país ingressar no seleto grupo do 1° mundo, sem ter o apoio maciço dos think tanks, geralmente formados dentro das suas maiores universidades e pela sua nata de cérebros privilegiados.
E no Brasil, hein ?
Agora que o país se arvora de emergente,querendo arbitrar contendas internacionais, sediando competições esportivas de mega-porte e candidatando-se a uma cadeira permanente no conselho de segurança da ONU, qual é a situação dos Think tanks locais ?
Infelizmente, o Brasil deixa muito a desejar nesse quesito, com poucas instituições aproveitadas e o pior, é que os nossos governantes tapuias parecem não lhes dar muito ouvido, seja por ignorância ou puro despeito.
De concreto, sabemos haver a atuação do Think Tank da PUC de São Paulo, Instituto Teotônio Vilela (Ligado ao PSDB), Fundação Perseu Abramo (Ligada ao PT), Fundação Liberdade e Cidadania (Ligada ao Dem), Fundação Lauro Campos (Ligada ao PSL) , Cebds (Conselho empresarial brasileiro para o desenvolvimento sustentável), Ceiri (Centro de estratégia, inteligência e relações internacionais), IPG (Instituto de política global), Ibre (Instituto brasileiro de economia), Institututo Liberdade, Vide (Vigilância democrática), Instituto com. unidade wiki , Idesam (Instituto desenvolvimento sustentável do Amazonas), além dos renomados grupos da USP, Unicamp, UFRJ, PUC do Rio Grande do Sul e Fundação Getúlio Vargas, além é claro, da ESG (Escola Superior de Guerra), ligada às Forças Armadas e que alimenta o Ministério da defesa, com inteligência militar.
Não é por falta de cérebros e organizações sérias que a atuação dos Think tanks no Brasil é sub-aproveitada. O que falta na verdade, é sensibilidade das autoridades que gerenciam o país, para absorver esse apoio intelectual e fundamental para o desenvolvimento do país.
O Brasil está de fato arrancando econômicamente para um patamar de destaque no panorama global, mas ainda é governado toscamente, com gerenciamento de terceiro mundo, infelizmente.
Mais parecendo um rico novo e boçal, o Brasil precisa entender que só acumular riquezas não é suficiente para se tornar de fato , país de primeiro mundo.
Um choque de investimentos na educação se faz mister e o aproveitamento dos melhores cérebros para achar soluções é o caminho que precisa ser percorrido.
Basta deixar de lado a vaidade política e assumir não ser o "pai disso ou mãe daquilo" e deixar os Think Tanks trabalharem usando a sua especialidade : A massa encefálica privilegiada em prol do país e veremos enfim a prosperidade material construindo um Brasil de primeiro mundo, como sonhamos e merecemos ter.
Texto do blogueiro Luiz Antônio Domingues.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
"A Voz do Brasil, A Vez de Acabar !"
"A Voz do Brasil, a vez de acabar !"
Criado em em 22 de julho de 1935, pelo sr. Armando Campos, esse programa radiofônico tinha o intuito de ser o porta-voz do governo Getúlio Vargas. Inicialmente chamado de "Programa Nacional", mudou de nome para "Hora do Brasil" a partir de 1938 e nesse mesmo ano, passou a ser obrigatório em todas as estações de rádio do território nacional. Ainda em 1938, convencionou-se seu horário às 19:00 h, horário da capital federal, Rio de Janeiro naquela época e Brasília a partir de 1960.
O objetivo era claro, desde o seu início, ou seja, enaltecer as realizações de Getúlio Vargas e ser seu espaço populista e demagógico de manifestação. Isso sem contar a parte supostamente cultural, onde quase todas as músicas executadas, enalteciam o "baixinho".
Sobreviveu ao fim da Era Vargas e prosseguiu nos momentos de calmaria relativa entre o seu suicídio e o golpe militar de 1964 quando daí, encontrou terreno fértil para se manter fiel ao seu compromisso de fazer um jornalismo chapa-branca . Desde 1962, havia ampliado o seu horário, com a segunda meia-hora se destinando a cobrir o poder legislativo.
A partir de 1971, por determinação do presidente Médici, mudou novamente de nome, passando a se chamar : "A Voz do Brasil".
No meio dos anos noventa, diversas emissoras entraram na justiça e amparados por liminares, ganharam o direito de transmitirem esse programa obrigatório, a partir do horário que desejassem. Com isso, tiveram enfim a liberdade de usarem o horário das 19:00 h, considerado nobre no meio radiofônico, para transmitirem seus programas de melhor audiência e dessa forma poderem explorar melhor suas possibilidades comerciais com patrocinadores.
Infelizmente, as liminares foram sendo caçadas e praticamente foi restabelecida a rotina obrigatória, causando enormes prejuízos às estações.
Feito esse preâmbulo histórico, cabem algumas considerações : A ideia de ter um programa radiofônico onde os três poderes possam se manifestar e mostrar seus trabalhos à população é boa. Transparência nas relações dos orgãos que regulam a sociedade é salutar e democrático, em tese.
O problema da Voz do Brasil é que já nasceu mal intencionada. Sob a desculpa nobre da prestação de contas ao povo, sempre se revelou ao contrário, um mero agente da propaganda de Getúlio. Essa ideia não era original, vide o trabalho massificante realizado pelo Ministro da Propaganda de Adolf Hitler, Sr. Joseph Goebbels.
Com essa propaganda enaltecedora, disfarçada de jornalismo prestativo, Getúlio manipulou por anos a opinião pública. Essa cartilha continuou sendo seguida à risca, serviu muito à ditadura militar de 1964 e foi seguindo na pós-abertura.
O PT, que tanto combateu tais práticas quando era oposição, gostou do veículo...e não há meio desse tipo de uso ser interrompido ou no mínimo, modificado.
Outra questão a ser levantada, é o prejuízo que causa às emissoras. Alguém pode usar o argumento das concessões, mas alto lá : Independente disso, são empresas comerciais e não é nada justo, serem obrigadas a largar mão de um horário considerado nobre, onde deixam de faturar com a publicidade. Para quem não sabe, no meio radiofônico é considerado nobre o horário ente 17:00 e 20:00 h, justamente por ser o horário do rush onde milhões de motoristas tem no rádio, uma companhia ou um aliado com informações sobre as condições do trânsito.
E mais um ponto : Estamos chegando ao final de 2011 e com a tecnologia nas comunicações caminhando em progressão geométrica, faz algum sentido essa obrigatoriedade ? O cidadão realmente interessado em acompanhar o rítmo de trabalho do governo, parlamentos e judiciário, não tem outros meios de obter tal acompanhamento ? Não existem canais específicos na TV a cabo, para cada orgão ? Hoje em dia, pode-se acompanhar as sessões parlamentares das três instâncias, o andamento dos trabalhos no Supremo Tribunal Federal e as ações do executivo em tais veículos, 24 horas por dia.
A internet então, tem um enorme manancial de opções, nem preciso enumerar.
Encerrando, penso que a cidadania tem que ser respeitada a todo custo. É um direito do cidadão ter informações sobre o andamento das contas e ações realizadas pelo governo, mas essa opção não pode ter caráter de dever por parte das emissoras. Esse tipo de obrigatoriedade é uma prática arbitrária, retrógada e incompatível com o exercício pleno de uma democracia moderna, onde pretendemos chegar.
Texto de Luiz, grande colaborador desse blog.
Criado em em 22 de julho de 1935, pelo sr. Armando Campos, esse programa radiofônico tinha o intuito de ser o porta-voz do governo Getúlio Vargas. Inicialmente chamado de "Programa Nacional", mudou de nome para "Hora do Brasil" a partir de 1938 e nesse mesmo ano, passou a ser obrigatório em todas as estações de rádio do território nacional. Ainda em 1938, convencionou-se seu horário às 19:00 h, horário da capital federal, Rio de Janeiro naquela época e Brasília a partir de 1960.
O objetivo era claro, desde o seu início, ou seja, enaltecer as realizações de Getúlio Vargas e ser seu espaço populista e demagógico de manifestação. Isso sem contar a parte supostamente cultural, onde quase todas as músicas executadas, enalteciam o "baixinho".
Sobreviveu ao fim da Era Vargas e prosseguiu nos momentos de calmaria relativa entre o seu suicídio e o golpe militar de 1964 quando daí, encontrou terreno fértil para se manter fiel ao seu compromisso de fazer um jornalismo chapa-branca . Desde 1962, havia ampliado o seu horário, com a segunda meia-hora se destinando a cobrir o poder legislativo.
A partir de 1971, por determinação do presidente Médici, mudou novamente de nome, passando a se chamar : "A Voz do Brasil".
No meio dos anos noventa, diversas emissoras entraram na justiça e amparados por liminares, ganharam o direito de transmitirem esse programa obrigatório, a partir do horário que desejassem. Com isso, tiveram enfim a liberdade de usarem o horário das 19:00 h, considerado nobre no meio radiofônico, para transmitirem seus programas de melhor audiência e dessa forma poderem explorar melhor suas possibilidades comerciais com patrocinadores.
Infelizmente, as liminares foram sendo caçadas e praticamente foi restabelecida a rotina obrigatória, causando enormes prejuízos às estações.
Feito esse preâmbulo histórico, cabem algumas considerações : A ideia de ter um programa radiofônico onde os três poderes possam se manifestar e mostrar seus trabalhos à população é boa. Transparência nas relações dos orgãos que regulam a sociedade é salutar e democrático, em tese.
O problema da Voz do Brasil é que já nasceu mal intencionada. Sob a desculpa nobre da prestação de contas ao povo, sempre se revelou ao contrário, um mero agente da propaganda de Getúlio. Essa ideia não era original, vide o trabalho massificante realizado pelo Ministro da Propaganda de Adolf Hitler, Sr. Joseph Goebbels.
Com essa propaganda enaltecedora, disfarçada de jornalismo prestativo, Getúlio manipulou por anos a opinião pública. Essa cartilha continuou sendo seguida à risca, serviu muito à ditadura militar de 1964 e foi seguindo na pós-abertura.
O PT, que tanto combateu tais práticas quando era oposição, gostou do veículo...e não há meio desse tipo de uso ser interrompido ou no mínimo, modificado.
Outra questão a ser levantada, é o prejuízo que causa às emissoras. Alguém pode usar o argumento das concessões, mas alto lá : Independente disso, são empresas comerciais e não é nada justo, serem obrigadas a largar mão de um horário considerado nobre, onde deixam de faturar com a publicidade. Para quem não sabe, no meio radiofônico é considerado nobre o horário ente 17:00 e 20:00 h, justamente por ser o horário do rush onde milhões de motoristas tem no rádio, uma companhia ou um aliado com informações sobre as condições do trânsito.
E mais um ponto : Estamos chegando ao final de 2011 e com a tecnologia nas comunicações caminhando em progressão geométrica, faz algum sentido essa obrigatoriedade ? O cidadão realmente interessado em acompanhar o rítmo de trabalho do governo, parlamentos e judiciário, não tem outros meios de obter tal acompanhamento ? Não existem canais específicos na TV a cabo, para cada orgão ? Hoje em dia, pode-se acompanhar as sessões parlamentares das três instâncias, o andamento dos trabalhos no Supremo Tribunal Federal e as ações do executivo em tais veículos, 24 horas por dia.
A internet então, tem um enorme manancial de opções, nem preciso enumerar.
Encerrando, penso que a cidadania tem que ser respeitada a todo custo. É um direito do cidadão ter informações sobre o andamento das contas e ações realizadas pelo governo, mas essa opção não pode ter caráter de dever por parte das emissoras. Esse tipo de obrigatoriedade é uma prática arbitrária, retrógada e incompatível com o exercício pleno de uma democracia moderna, onde pretendemos chegar.
Texto de Luiz, grande colaborador desse blog.
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